domingo, 15 de janeiro de 2012

Segundo Ato

A Bela Adormecida (Het Nationale Ballet, 2010)
Estava assistindo "A Bela Adormecida" do Het Nationale Ballet, quando percebi a quantidade de ballets de repertório que tem seres Etéreos no segundo ato. Na "Bela", o Príncipe encontra-se com a Fada Lilás e várias Dríades, que o levam até a Aurora. O segundo ato de "Dom Quixote" também é repleto de Dríades que, com a sua Rainha e com o Cupido, permeiam o sonho do Cavaleiro.
Em "Giselle", as Willis assombram aos que vão ao cemitério onde estão as noivas que foram abandonadas e morreram antes de casar. A "Filha do Faraó", Aspícia, se joga no Rio Nilo e dança com as criaturas do Fundo do Rio enquanto seu pai não permitisse o casamento com o seu amado.
Após fumar ópio, Solor, em "La Bayadére", viaja ao Reino das Sombras, vê Nikya e jura o seu amor. Por falar em juramento, a história mais conhecida dos Ballets, "O Lago dos Cisnes" nos leva, no seu segundo ato, à um lago encantado, onde o Príncipe Siegfried conhece sua amada Odette, uma princesa transformada em Cisne e "O Quebra Nozes" leva Clara ao Reino dos Doces.
Giselle (Ballare Grupo de Dança, 2009)
Uma estranha regra dos Ballet Clássicos de Repertório, tendo algumas exceções como em "O Corsário", onde o Jardim Animée aparece no terceiro ato, e em "La Sylphide", onde o ballet é inteiramente dedicado à esses seres míticos, apesar de ser, também, no segundo ato que esses seres aparecem de forma mais etérea.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

VI Workshop de Ballet Clássico de Repertório da Amazônia



Bailarinos e bailarinas se aperfeiçoam no Workshop que mostrará a “A Bela Adormecida” no Da Paz (Matéria de Luciane Fiúza)


Inscrições até o dia 11 (quarta-feira)
Seguem até  esta quarta-feira (11) as inscrições para o “VI Workshop de Ballet Clássico de Repertório da Amazônia”, que começou dia 9 e vai até o dia 22 de janeiro de 2012, cujo resultado será a apresentação do ballet “A Bela Adormecida” no Theatro da Paz, onde também ocorrem as aulas e ensaios. Em sua sexta edição anual, o workshop é uma realização da Ballare Escola de Dança, sob a direção geral de Ana Rosa Crispino. A responsabilidade das aulas e da montagem do espetáculo é dos professores e bailarinos solistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (RJ) Rachel Ribeiro e Ronaldo Martins. Com investimento de R$ 250 reais mais taxa de figurino, podem participar crianças a partir de nove anos, bailarinos com formação básica de dança e bailarinos profissionais.
Bruna Cabral, Rafaella Corrêa e Suelen Lopes,
participantes do Workshop em "O Corsário".
Para a estudante e bailarina Bruna Cabral, o workshop “é uma ótima oportunidade para o bailarino se aperfeiçoar nas aulas e, principalmente, no palco. O ballet é um trabalho árduo e, às vezes lento, mais do que o esperado. Para se chegar ao palco, é necessária muita dedicação e técnica. É isso que o workshop oferece em 15 dias”, observa Bruna, com a experiência de ter participado desde o primeiro ano do evento considerado o maior curso de férias de ballet clássico do Norte e Nordeste do País, que já virou uma tradição no início do ano, na capital paraense.
Segundo Ana Rosa, o projeto visa proporcionar aos estudantes de dança do nosso Estado e de outros Estados, o aprimoramento técnico e a oportunidade de participar da montagem completa de uma peça do repertório clássico de ballet, além de colaborar com a formação de plateia para este tipo de espetáculo, que muitas vezes não alcança o grande público.
“O workshop é também uma oportunidade singular que temos de dançar um ballet clássico de repertório em um dos maiores teatros do Brasil! Sem dúvida, é uma experiência maravilhosa e uma grande realização para os amantes dessa arte”, opina a estudante de Psicologia e bailarina Sara Ribeiro, outra veterana no evento.
Pela manhã, os participantes terão aulas de clássico livre, clássico de repertório, técnica de ponta, técnica masculina e pas de deux. À tarde, os alunos participarão dos ensaios para o ballet "A Bela Adormecida", que tem coreografia original de Marius Petipa e música de Tchaikovsky. A produção envolve todo o aparato necessário para um grande espetáculo do gênero, como corpo de baile, cenógrafos, técnicos de palco, de som e de iluminação, sendo a escolha dos cenários e dos figurinos de responsabilidade dos organizadores do evento, com a participação de profissionais qualificados em todas as áreas. Ana Rosa Crispino informa, ainda, que os papéis dos primeiros bailarinos, dos solistas e do corpo de baile serão definidos pelos professores remontadores convidados, de acordo com o talento, a técnica e a dedicação demonstrados durante as aulas.
Ronaldo Martins é parceiro do projeto desde suas primeiras edições e conta que já descobriu talentos no curso, que dá oportunidade de todos mostrarem seu potencial e conquistarem bons papeis no espetáculo. Ele também é professor da Cia Deborah Colker e da Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (RJ), sendo ainda coordenador e professor do Centro de Movimento Deborah Colker.
Entre os repertórios que já foram montados nos anos anteriores do “Workshop de Ballet Clássico de Repertório da Amazônia” estão "Giselle", "O Quebra-Nozes", "Coppélia" e "Dom Quixote". A escolha da montagem do ballet também é feita pela equipe de direção do evento, que todo ano finaliza com um espetáculo diferente.

SERVIÇO - Seguem até a próxima quarta-feira (11) as inscrições para o ”VI Workshop de Ballet Clássico de Repertório da Amazônia”, que ocorre de 9 a 22 de janeiro de 2012, cujo resultado será a montagem do ballet “A Bela Adormecida”. O curso e o espetáculo são realizados no Theatro da Paz.
A inscrição acontece na Ballare Escola de Dança (Tv. Padre Eutíquio, 1454, entre Conselheiro Furtado e Tamoios). Investimento: R$ 250 reais + R$ 60 reais (taxa de figurino)
Público alvo: estudantes com conhecimento básico de ballet clássico e bailarinos e bailarinas profissionais. Crianças a partir de nove anos podem participar.
Serão disponibilizadas 10 bolsas para bailarinos.
Vagas limitadas.
Informações: (91) 3241-3182, (91) 8408-4707 e ballare@oi.com.br
Realização: Ballare Escola de Dança, com apoio cultural do Governo do Estado (Theatro da Paz)

Luciane Fiuza – (91) 8300-3961
Assessoria de Comunicação da BALLARE 

domingo, 27 de novembro de 2011

Ballare comemora o sucesso da primeira temporada de DOM QUIXOTE


Montagem levou a literatura de Cervantes para o palco do Schivasappa


Mais de 150 pessoas participaram da nova montagem da Ballare, “Dom Quixote”, no último final de semana, 19 e 20 de novembro, no Teatro Margarida Schivasappa (Centur), que ficou lotado com o público que foi assistir ao espetáculo. No elenco, bailarinos e bailarinas da escola e da Ballare Cia. de Dança, além de convidados especiais: o bailarino paulista Guilherme Oliveira, primeiro bailarino da Cia. Brasileira de Dança Clássica (SP) e o ator paraense Paulo Fonseca (Paulão), do Grupo Experiência. A produção da Ballare volta em nova temporada nos dias 21 e 22 dezembro, no Theatro da Paz.
O público vai poder apreciar, novamente, uma grande produção com riqueza de detalhes nos cenários, nos figurinos e, em especial, na preparação do corpo de baile de “Dom Quixote”, ballet baseado no livro de mesmo nome de Miguel de Cervantes, mas com foco na história de Kitri e Basílio, onde os personagens Dom Quixote e Sancho Pança participam mais como observadores e coadjuvantes.  Apaixonada por Basílio, Kitri é obrigada pelo pai (Lorenzo) a se casar com um nobre comerciante (Gamacho). É quando Dom Quixote, que vive envolvido por suas fantasias com romances de cavalaria, e seu fiel escudeiro, Sancho Pança, entram na trama e ajudam a decidir o destino dos personagens.
Ballet em quatro atos criado em 1869 por Marius Petipa, “Dom Quixote” é bem movimentado e suas coreografias são inspiradas nas movimentações das danças típicas castelhanas. A versão criada por Mikhail Baryshnikov foi escolhida por Ana Rosa Crispino, diretora da Ballare, para a montagem da peça. Assim como a coreografia de Petipa, a música genial e envolvente de Léon Minkus é uma das mais famosas do mundo da dança.  
No papel principal (Kitri), as bailarinas Camila Viana, Suelen Lopes e Aliny Luz, da Ballare Cia de Dança, se revezaram nos dois dias de espetáculo, dançando com Guilherme Oliveira (Basílio), primeiro bailarino da Companhia Brasileira de Danças Clássicas, de São Paulo e com  Ronilson Cruz, da Ballare. 
Aliny Luz teve a sua estréia como primeira bailarina em um ballet completo.
Foto: Marina Nascimento
Ronilson já dança há 10 anos e conta que pela primeira vez participa de uma montagem completa de Dom Quixote. Dançar um ballet de repertório inteiro e ainda como primeiro solista, segundo ele, foi uma tarefa difícil, especialmente pelo preparo físico e teatral que o papel exige. “Foi uma oportunidade ímpar, pois representou a valorização dos bailarinos paraenses, em especial os homens, de poderem dançar os primeiros papéis”, diz ele, que recentemente conquistou, justamente com o solo de “Dom Quixote”, o primeiro lugar em variação masculina de ballet de repertório no 20° Dança Pará Festival, ocorrido mês passado.  
“A gente ensaia bastante, mas a experiência mesmo só se adquire no palco. Nesse ballet sinto um misto de emoção e nervoso”, revela Suelen Lopes, fisioterapeuta de formação que preferiu dedicar-se exclusivamente à dança, sua “paixão”, e, hoje, junto com Camila Viana, é responsável pelas turmas de ballet clássico da escola. Camila concorda com o nível de dificuldade da peça: “As cenas todas são bem movimentadas em ‘Dom Quixote’ e exigem muito dos bailarinos, mas a parte mais difícil, para mim, é a interpretação”, ressalta a bailarina.  
Na opinião de Guilherme Oliveira, “Dom Quixote” envolve muito a todos, bailarinos, atores e técnica, pelo dinamismo da peça carregada de interpretação e virtuosismo. “É um ballet de difícil execução onde os solistas quase não saem do palco. Muito virtuosa, a peça espanhola exige ‘sangue quente’ de quem a dança devido à força da coreografia e da música”, analisa o bailarino paulista, elogiando Ana Rosa por exigir o máximo de seus bailarinos, o que resulta em trabalhos de “excelência técnica”.
O ritmo mais solto e descontraído também é característica da peça, onde a sensualidade é outra marca, especialmente no momento do pas de deux dos primeiros bailarinos. O elenco estava entrosado e bem preparado, analisa Guilherme, que destaca a desenvoltura de Camila Viana, que, em sua opinião, está entre as grandes bailarinas paraenses e alcança o nível das melhores bailarinas de São Paulo.
Parceiro de Ana Rosa Crispino desde suas primeiras montagens de ballets de repertório, Guilherme também coreografou um ballet neoclássico para a companhia, denominado “Tritango”, e vai ministrar, na próxima semana, um workshop de Ballet de Repertório.
Suelen Lopes interpreta Kitri. Ao fundo, as bailarinas e os atores contracenam.
Foto: Marina Nascimento

DESAFIOS - Ao todo, cinco atores representaram personagens importantes do espetáculo, sendo dirigidos por Paulão, o Gamacho, rival de Basilio. Pedro Figueiredo, do Grupo de Teatro da Cultura Inglesa, revezou-se com Paulão no papel de Gamacho, pretendente de Kitri - que teve como Lorenzo, seu pai, o ator Kauê Cohen, do mesmo grupo teatral de Pedro.  
Segundo Guilherme Oliveira, que assinou a direção artística do espetáculo junto com Ana Rosa, o trabalho de direção de atores e bailarinos acaba sendo um só, como aconteceu na cena do “falso suicídio”, do terceiro ato, que, com 10 minutos de duração, levou cerca de duas horas para ser ensaiada e concluída.
“A participação de um ator em óperas é a que mais se aproxima do que é atuar em uma montagem de ballet”, opinou o ator Gustavo Saraiva, formado pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (ETDUFPA), que interpretou Dom Quixote. “Na ópera também estamos no ritmo da música, mas ficamos mais na figuração”, acrescentou Thiago Losant, do Grupo Defenestradores de Teatro, que interpretou Sancho Pança, personagem que tem lhe desafiado: “Em um musical eu já cantei, dancei e interpretei. Aqui tenho que me expressar só com movimentos e gestos, e no tempo musical, o que é um grande desafio para qualquer ator”. 
Paulão participou, pela Ballare, da montagem de “Dom Quixote” em 2002, quando pela primeira vez foi montada no Estado do Pará a versão completa do ballet. Nada mais propício, na opinião de Ana Rosa, do que remontar o espetáculo durante as comemorações dos 10 anos da escola, inaugurada em 2001. Dessa vez, além da Ballare Cia. de Dança, todos os alunos e alunas das turmas de Ballet Clássico participaram. Na montagem histórica, de 2002, Guilherme Oliveira foi o Basílio e o bailarino cubano Manrique Acosta interpretou o papel de Espada.
Foto: Claudia Nascimento

CRESCIMENTO - “Para qualquer artista, cada apresentação é única, por isso essa remontagem tem sido mais que gratificante, pois além de novos integrantes no elenco temos aqueles que participaram da nossa primeira montagem. Entretanto, o crescimento técnico e emocional deles é visível, o que nos deixa muito feliz em saber que, a cada apresentação e montagem, nossos bailarinos estão cada vez melhores em técnica e interpretação”, comemora Ana Rosa Crispino, que faz participação especial no espetáculo como Mercedes, solista do grupo de espanholas e amiga dos protagonistas, junto com Espada – papel revezado entre Guilherme, Nonato Mello e Willame Diniz.
A direção geral do espetáculo foi de Ana Rosa Crispino, bailarina, coreógrafa e professora da Ballare Escola de Dança e professora registrada da Royal Academy of Dance, a maior organização internacional de exames de ballet clássico. A Ballare já montou outros ballets do repertório clássico, como “O Quebra Nozes” e “Coppélia”. Do espetáculo participaram todos os alunos e alunas das turmas de ballet clássico da escola, além dos bailarinos e bailarinas da Ballare Companhia de Dança.  
Ana Rosa e Guilherme como Mercedes e Espada
Foto: Manoel Pantoja
Uma sessão especial no domingo, 20, às 16 horas, foi reservada para pessoas oriundas de projetos sociais. A iniciativa de promover esta sessão é da Ballare em parceria com a Cia Arte e Produções. Kitri e Basílio foram interpretados por Aliny Luz e o paulista Guilherme Oliveira, que fez questão de participar deste espetáculo.
Ana Rosa Crispino é professora registrada da Royal Academy of Dance, a maior organização internacional de exames de ballet clássico, e a única bailarina paraense a possuir o direito de usar após o seu nome, as letras ARAD (sigla para Associate of the Royal Academy of Dance), designação concedida apenas para bailarinos que tenham adquirido sucesso no exame de Advanced 2, o mais avançado nível desta Academia. O que a credencia a fazer parte do seleto rol de ARAD’s em nosso país.
A nova temporada do espetáculo “Dom Quixote”, da Ballare Escola de Dança, com a participação de bailarinos e atores convidados, acontece nos dias 21 e 22 de dezembro de 2011, às 20 horas, no Theatro da Paz. No domingo à tarde, também haverá sessão voltada para instituições filantrópicas. 

Mais informações: (91) 3241-3182, 8408-7087 e  ballare@oi.com.br
Texto: Luciane Fiuza – Jornalista - DRT/PA 1854  

sábado, 12 de novembro de 2011

Dom Quixote

No próximo final de semana, no Teatro Margarida Schivasappa, a Ballare Escola de Dança apresenta mais um ballet clássico de repertório completo: Dom Quixote.
Com um elenco que reveza em três sessões, os bailarinos levam à cena Kitri, Basílio, Gamacho, Mercedes, Espada, Lorenzo, Sancho Pança e, claro, Dom Quixote, em uma história alegre de amor no coração da Espanha.
Entre alunas, professores e bailarinos da Companhia, o espetáculo traz também o bailarino paulista Guilherme Oliveira, interpretando os papéis de Basílio e Espada.
Será um espetáculo repleto de energia e cores, não perca!

Serviço:
DOM QUIXOTE
Teatro Margarida Schivasappa -  Centur
Dia 19 de novembro, sábado, 20h
Dia 20 de novembro, domingo, 19:30h
Ingressos: R$30,00
Realização: Ballare Escola de Dança

Informações:
(91) 3241.3182
ballare@oi.com.br

sábado, 6 de agosto de 2011

Fórum Nacional de Dança em Belém

Com o tema: Dança-Profissão e Legislação, acontece no Teatro Estação Gasômetro, em Belém, nos dias 11, 12 e 13 de agosto, o XII Fórum Nacional de Dança.
O evento reunirá políticos, representantes da sociedade civil e de coletivos de dança do Brasil, entre eles estão, o presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), Antônio Grassi, o diretor de artes cênicas, Antônio Gilberto Ferreira e o coordenador de dança Fabiano Carneiro. Deverão participar também, o representante regional do Ministério da Cutura (MinC), Delson Cruz, e o secretário executivo do Ministério, Vitor Ortiz.
A proposta é reunir a categoria da Dança para probematizar questões sobre a política da Dança no país, participe e mobilize os profissionais da área, para discutir a Dança como profissão.
Abaixo, a programação do evento, que conta com palestras, debates e mostras de dança:

No blog da Associação Paraense de Dança (APAD), você pode baixar a ficha de inscrição do evento.
Maiores informações: 
forumdancabelem@bol.com.br
forumnacionaldanca@yahoo.com.br