quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O que eu não quero, mas sinto.

Uma coisa que faz parte do mundo da dança e que nunca é uma coisa boa são as dores!
A vida de uma bailarina vira do avesso se acontece um acidente ou uma lesão... Joelhos e tornozelos são as maiores vítimas. Além de ter que suportá-las, temos que abdicar do maior prazer que existe para nós: dançar! Não conseguir fazer uma pirueta decente é frustrante, principalmente quando se tem um tornozelo latejando...
Nesse momento passa de tudo na cabeça... Uma vontade de desistir misturada com a necessidade de persistir... Enquanto uma fisgada interrompe bruscamente o movimento e o exercício fica pela metade... A vontade de tentar de novo e o medo que a dor também se repita... Um pensamento: preciso conseguir... Um sentimento: decepção... Uma lágrima: dor!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Dom Quixote



O IV Workshop de Ballet Clássico de Repertório da Amazônia apresenta o ballet Dom Quixote no Theatro da Paz, 16 de janeiro às 20h e 17 de janeiro às 19:30h.



No domingo acontetecerá uma sessão beneficente, às 16h para crianças e adolescentes da rede de ensino municipal, Ongs e Projetos Sociais previamente contactados.

Dom Quixote é um ballet em quatro atos, criado em 1869, por Marius Petipa, onde o personagem do romance de mesmo nome, de Miguel de Cervantes, Dom Quixote, serve apenas de pretexto para o enredo, pois participa da trama somente como observador e referencial. A música de Léon Minkus é agitada do início ao fim. Trata-se de uma das mais geniais melodias do mundo do ballet. Nossa versão é de Ronaldo Martins e Rachel Ribeiro, professores e bailarinos solistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, after Marius Petipa.

Em uma das sessões, para abrilhantar o evento, teremos a participação especial do bailarino Guilherme Oliveira, primeiro bailarino da Cia. Brasileira de Danças Clássicas do Estado de São Paulo.
Os papéis estão divididos entre os quase cem bailarinos inscritos no Workshop, sendo os solistas e primeiros bailarinos distribuídos em três elencos diferentes.

Realização: Ballare Escola de Dança, sob a direção de Ana Rosa Crispino.

sábado, 2 de janeiro de 2010

IV Workshop de Ballet Clássico de Repertório da Amazônia

Começa nesta segunda-feira, dia 4 de janeiro, o IV Workshop de Ballet Clássico de Repertório da Amazônia, promovido pela Ballare Escola de Dança.

São duas semanas de aulas de ballet clássico, técnica de ponta e pas-de-deux ministrada pelos professores Rachel Ribeiro e Ronaldo Martins, bailarinos solistas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Ao final do curso será apresentado o ballet Dom Quixote.

Informações:
Ballare Escola de Dança
Trav. Padre Eutíquio, 1454
Tel (91 32413182





Já foram montados outros três ballets:

o primeiro, em 2007, Giselle:

















na segunda edição, 2008, O Quebra Nozes:















e em 2009, Coppélia:




terça-feira, 1 de setembro de 2009

Nervos


O medo e o nervosismo às vezes atrapalham bastante a nossa vida. Porém, se ensaiamos por meses, porque temer? A ansiedade pode tornar-se medo então?

Quando a insegurança bate e você não sabe o porquê dela, tudo se torna terrívelmente assustador. Precisamos acreditar na nossa capacidade! Pense bem, você conhece tudo o que precisa, aprendeu o que tinha que aprender, e agora só falta aquele momento pelo qual tanto esperávamos...

E é aí que a ansiedade vira nervosismo...

Dedico esse meu "momento extravasa" à todos aqueles que estão passando por uma fase de tensão... Acalme-se (isso pode parecer meio clichê ou até mesmo inútil, mas não custa tentar...). Acredite em si! A confiança pode, ou melhor, deve ser uma arma poderosa contra seus medos.

Vá em frente! Você pode e sabe disso (nossa, ficou tão auto-ajuda, assim de repente...). Pois é... se for uma prova, ou um espetáculo, ou qualquer coisa onde vai ter alguém avaliando você, respire fundo e siga em frente, pois para todo sonho há um caminho a ser percorrido até ser alcançado.

E como já disse Obama: "Yes, we can!". Se ele tá dizendo...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Dançar de graça?

Estava circulando pelo mundo virtual da dança quando encontrei um fórum de discussão sobre "Dançar de Graça". Dei a minha colaboração por lá e resolvi compartilhar aqui.
No fórum havia inicialmente a segunte questão:

Dançar de graça "divulga o trabalho", realmente?
Dançar de graça engrandece o "trabalho social" da companhia?
Dançar de graça forma mesmo plateia?
Dançar de graça profissionaliza ou amadoriza a companhia?
Quem realmente se beneficia dos "voluntários da dança"?

Depois de muitas respostas de pessoas importantes da pesquisa de dança no Brasil, escrevi o seguinte:

Primeiro, acredito que a arte de um modo geral deve ser mais acessível ao público. Sinto que a classe artística (inclui-se não só dança, mas as artes visuais, o teatro, a música, etc) precisa trabalhar para que exista, realmente, um público.
Creio que dançar de graça faz parte, mas deve-se estimular a grande massa a querer ir ao teatro ou museu, ou cinema... Deve haver incentivo aos artistas, para que dançar de graça não seja só aquele momento, mas que traga benefícios de alguma forma.
Se não, como vamos querer que nossos espetáculos sejam sempre casa cheia, e não apenas família e amigos. E como vamos querer que a classe nos assista, se nós também somos a classe e não assistimos?
São coisas que devemos pensar e tomar uma atitude!


Afinal, será que nós, fazedores da arte, responsáveis por oferecer ao mundo um olhar diferente dele mesmo, temos o direito de privar a grande maioria de apreciá-la?
Será que nós mesmos não deveríamos nos sentir nessa obrigação, ou eu deveria voltar pro tempo em que artistas não queriam muito mais do que poder mostrar a arte à todos, e como recompensa ouvir um "bravo!"?
É claro que eu quero poder sobreviver de dança, mas com certeza não será falindo a minha família e mais alguns poucos de tanto ir ao teatro...